“Primeiramente se reconhece a fotografia como o espelho do real, a eternização do instante ou uma forma de parar o tempo. Este é o discurso da mimese, em que o efeito de realidade encontrado na fotografia se dava graças à semelhança entre este objeto e a imagem real, ou seja, o seu referente.
No início, ingenuamente se considerava a fotografia como um "analogon" da imagem que buscava reproduzir. Aquela seria mimética por essência.

Entretanto é levantada a questão de que a fotografia, por sua gênese automática é testemunha da existência do referente, mas isso não implica que ela se pareça com ele.



Assim ganha espaço o segundo ponto de vista, em que se reconhece a fotografia como transformação do real.
Outra conseqüência é o princípio de atestação, quando a fotografia, por sua gênese, é testemunha, ela atesta, ontologicamente, a existência daquilo que mostra. Aqui ganha destaque a utilidade da foto, que certifica, ratifica e autentica. Entretanto, isto não significa que a foto significa.

há uma obsessão resultante da distância e da proximidade da imagem fotografada, da ausência e da presença, do imaginário e do real. Esta obsessão faz com que as pessoas amem a fotografia, e também lhe proporciona uma aura ”